Recapitular dezembro
Neste post de favoritos do mês, vamos falar dos melhores momentos do mês, dos filmes e séries que vi, dos livros que li e de outras recomendações. Deixem as vossas recomendações nos comentários!
Eu sei que foi Natal, mas, não sendo, de todo, a minha época preferida do ano, não tenho elementos decorativos em casa, por isso, roubei os da casa dos anos 90 da Disney Plus que estava no Wonderland. Fui, este ano, pela primeira vez e gostei muito.
As séries que vi este mês
Stranger Things 5 (Netflix) - Foi o fim da série que se tornou uma série de culto. Fiquei agarrada logo desde a primeira temporada. As memórias de ir ao clube de vídeo (e demorar 3 anos a escolher o filme a alugar), de ver filmes em VHS, de andar de bicicleta com os amigos (a liberdade que isso era). Enfim, a série surgiu como uma homenagem aos filmes dos anos 80 e conseguiu criar um leque de personagens interessante e variado e uma história que, para mim, nunca se tornou repetitiva. Além disso, gostei das referências a «Sozinho em casa», Harry Potter e «Game of Thrones» nesta última temporada. Acabou em grande e vou ter saudades.
IT: Welcome to Derry (HBO) - Eu nunca li os livros, só vi os filmes, mas acho genial esta nova série. Como é uma série que vai ter várias temporadas, ela foge bastante do script original dos filmes. Aqui temos uma comunidade indígena em Derry, que protege um lugar onde conseguiu manter presa uma entidade poderosa e assustadora (A coisa). A história desta criatura que mata crianças a cada 27 anos para completar o seu ciclo de alimentação vai passando de geração em geração. Esta primeira temporada passa-se nos anos 60, quando os militares norte-americanos decidem tentar descobrir onde está esta criatura para a prenderem e fazerem uso dela contra inimigos do Estado. Claro que, como não podia deixar de ser, pelo meio temos várias crianças desaparecidas e um grupo de amigos focado em tentar encontrá-las. A série também explora o tema do racismo com um homem negro a ser preso pelo rapto das crianças, quando está inocente. Recomendo muito se gostam das histórias do Stephen King.
The beast in me (Netflix) - Uma escritora passa por um bloqueio criativo depois de perder o filho num acidente. No entanto, quando um homem que foi acusado de matar a ex-mulher (mas nunca condenado) se torna seu vizinho, acaba por escrever um livro sobre ele. Um thriller muito bem conseguido.
All her fault (Disney Plus) - Um casal faz todos os possíveis para encontrar o filho - Milo - que desapareceu depois da ama de uma colega da escola o ter ido buscar. Uma série de oito episódios que consegue manter o suspense até ao fim. Confesso que não esperava nada aquele plot twist no final.
Home for Christmas (Netflix) - Eu não sou a maior fã do Natal, mas achei esta série deliciosa. É sobre uma mulher de 30 anos que está à procura de namorado e todas as três temporadas se passam à volta do Natal. Além disso, é norueguesa, por isso, acompanhamos as tradições natalícias da Noruega (achei muito engraçado ver tudo coberto de neve, vê-los a andar de esqui e de trenó, a ir a um biatlo, a uma sauna). Além disso, como a personagem principal é enfermeira, acompanhamos as histórias de alguns pacientes. Enfim, uma série natalícia muito boa para variar um bocadinho dos thrillers que andei a ver.
Os filmes que vi este mês
Wake up dead man: A Knives Out Mystery (Netflix): Gostei muito do primeiro filme “Knives Out”, mas não gostei do “Glass Onion”. Neste terceiro, temos um padre jovem (Jud) que vai trabalhar para uma igreja com o padre Wicks, um homem com um temperamento peculiar. Quando este cai morto logo após um sermão, Jud é considerado o principal suspeito e, mais uma vez, temos Benoit Blanc a resolver o caso. Gostei muito, mas acho que o filme não precisava de ser tão longo.
The father - Finalmente, ganhei coragem para ver este filme. Como passei por isto com a avó, sempre fugi um bocadinho de histórias relacionadas com o Alzheimer, mas a curiosidade acabou por ser maior. Que grande filme e que grande interpretação do Anthony Hopkins. Gostei muito e recomendo.
Todos os quartos vazios (Netflix) - Que documentário triste e pesado. Acompanhamos um jornalista e um fotógrafo que viajam pelos Estados Unidos a fotografar os quartos vazios de crianças que morreram em tiroteios passados em escolas. Apesar de acompanharmos apenas 3 quartos e 3 crianças, o projeto dura 7 anos. Podem ver a reportagem final (que não aparece no documentário) aqui. Mais fotografias aqui.
Goodbye, June (Netflix) - Quatro irmãos juntam-se para enfrentar a morte iminente da mãe. É dirigido pela Kate Winslet, que faz de uma das irmãs, e gostei muito deste filme.
O que li este mês
Depois de Annie de Anna Quindlen - Aqui temos a morte súbita de Annie, logo nas primeiras páginas do livro e depois vamos acompanhando a sua família e amigos após a sua morte e a forma como lidam com o luto. Gostei bastante e fiquei curiosa para ler mais livros desta autora.
Astérix na Lusitânia de Fabcaro e Didier Conrad - Não sei há quanto tempo não lia um livro do Astérix, mas este não podia deixar passar. Chateou-me um bocadinho a quantidade de “oh, pás” que estão no livro e que são tantos que se tornam irritantes. De resto, gostei da história e identifiquei-me com o facto do Óbelix não gostar de bacalhau (lamento, mas também não gosto).
Cartas para a minha avó de Djamila Ribeiro - Um livro incrível sobre crescer como uma rapariga negra, sobre racismo e sobre luto. Gostei muito e recomendo.
Fahrenheit 451 de Ray Bradbury - Finalmente li este clássico e, confesso, fiquei surpreendida pela positiva. Recomendo muito.
Orbital de Samantha Harvey - Um livro sobre seis astronautas que orbitam a Terra a bordo de uma nave espacial. Não tem acção, é mais uma série de observações e reflexões sobre a vida no espaço versus a vida na Terra. É bonito e gostei, mas confesso que esperava mais.
Do outro lado do tempo de Ana Markl e Christina Casnellie - Adorei este livro. Ana Markl escreve passagens dos seus diários de adolescência enquanto vai falando, enquanto adulta, com a Ana adolescente do passado. Tem muitas referências musicais e fez-me ter vontade de reler os meus diários de adolescente.
Dom Quixote de la Mancha de Paul Brizzi e Gaëtan Brizzi - É uma novela gráfica que conta a história de Dom Quixote de Cervantes. Eu não li o livro original, por isso, não sei dizer se a história é fiel ao livro ou não, mas gostei bastante de ficar a conhecer a história deste personagem peculiar.
Links do mês
Este episódio do País das Maravilhas é uma maravilha (aliás como a maioria dos episódios)
Esta publicação do The Marginalian sobre as Little Free Libraries (também já escrevi sobre isto aqui)
Este documentário importante sobre o combate à esterilização forçada de mulheres deficientes na Europa, incluindo em Portugal (podem pôr as legendas em inglês)
The Lies and Falsifications of Oliver Sacks - Parece que o escritor Oliver Sacks inventou muitos dos “casos clínicos” que descreveu nos seus livros. Dele, ainda só li um diário de uma viagem ao México, mas confesso que já retirei os seus livros da minha lista de futuras leituras, porque fiquei bastante desiludida. (Aliás, já vendi um deles num site de vendas em segunda mão e a morada era para um estabelecimento prisional… Achei curioso).
Curiosidade
O tamanho médio de uma frase na literatura diminuiu de 20-45 palavras nos anos 1820 para 10-25 palavras nos anos 1920.
Se tiverem recomendações de filmes, séries, livros ou experiências que ficaram a conhecer em dezembro, deixem nos comentários!
Um excelente ano de 2026 a todos os que me acompanham por aqui!



Fahrenheit 451 é um dos meus livros favoritos de sempre ❤️